Vou contar-lhes uma história digna de um livro para suspirar do início ao fim e nada melhor para começar do que o clássico dos contos de fada:
Era uma vez, em um reino moderno chamado Nova Iorque, uma menina chamada Elisa. Ela era uma garota dos cabelos longos e cacheados tão pretos quanto carvão. Seus olhos eram de um azul tão profundo como o mar e sua pele tão branca como leite.
Elisa adorava tocar e, por isso, estudava na famosa Julliard School onde aperfeiçoava os seus dons nos variados instrumentos que tocava: piano, violino, harpa... Seu passatempo preferido era ir ao Central Park, seja para ler ou para compor. Também gostava de ir aos espetáculos da Broadway quando possível. E em uma bela noite tão iluminada quanto o dia na Times Square, saia de um musical quando deixou cair seu celular. Não percebeu e continuou andando até que um belo rapaz a parou e perguntou se o aparelho era dela. Ele era alto e forte, de olhos tão azuis quanto os dela, mas seu cabelo era liso e loiro. Começaram a conversar sobre o espetáculo, a cidade, a vida e etc. até que ele precisou ir pois já era quase meia-noite e ele, como guitarrista de uma nova banda, tinha um show do outro lado da cidade.
A jovem foi para casa toda sorridente e lembrando do momento que passara ao lado do garoto. Quando chegou em seu apartamento que se deu conta que esquecera de pegar o celular e que esquecera também de perguntar o nome do rapaz. E depois de um breve momento de indecisão, resolveu que iria dormir pois teria aula cedo e que no dia seguinte ligaria para seu número esperando que atendessem.
Quando esse momento chegou, atendeu do outro lado da linha a voz suave e grossa que tanto conversara com ela no dia anterior. Elisa descobriu que seu nome era Oliver e mais um monte de coisas nos quarenta minutos que ainda ficaram no telefone. Marcaram de se encontrar em um barzinho para ela pegar o celular e eles se conhecerem melhor.
Na hora de tal encontro, a sintonia não foi diferente. Descobriram que ela vinha do Rio e ele de Paris. Que ela amava os Beatles e ele Rolling Stones. Elisa sonhava conhecer o mundo e Oliver cantar o mundo. Quando já amanhecia, ele a levou em casa e com o nascer do sol ao fundo, se beijaram. Um beijo que parecia o primeiro e o último, delicado mas que instigava, perfeito.
E nos meses que se passaram, essa palavra resumia a relação. Na verdade nos anos que se passaram: tiveram o casamento dos sonhos em uma praia paradisíaca, moraram em uma casa de campo com um casal de filhos e três cachorros, morreram de velhice ainda juntos e apaixonados...
Quem dera fosse assim, né? Na verdade eles namoraram por 3 meses e apenas o primeiro foi perfeito. Depois ele começou a espancá-la frequentemente e a traía cada dia com uma garota diferente. Tudo isso afetou Elisa tragicamente fazendo com que ela desistisse dos seus sonhos e se tornasse uma pessoa amarga e fria. Largou os estudos e começou a trabalhar em um barzinho para sustentar os dois. Até que um dia desistiu,voou do Empire State como uma folha cai no outono e finalmente descansou e teve seu feliz para sempre.
quarta-feira, 15 de junho de 2016
sexta-feira, 10 de junho de 2016
Eu preciso ir?
Eu estava irada. Queria quebrar tudo que se encontrava ao meu redor. Lucas e eu já brigávamos por mais de uma hora e eu, pelo menos, já não lembrava o que tinha iniciado a discussão. Cheguei a pedir que ele fosse embora e quando indagou o porque eu argumentei de todas as formas sobre coisas que já não faziam sentido nem para mim. Falei o que vinha na cabeça sem pensar se aquilo era realmente verdade. Estava tomada pela raiva e ele me olhava e sorria com a cara de apaixonado igual a da primeira vez que saímos juntos.
E quando eu ia questionar o porque daquela cara ele me beijou. Nos beijamos como não fazíamos há tempos, como se ainda fôssemos aquele casal de quatro anos atrás que acabara de iniciar o namoro e com o beijo vieram todas as lembranças boas que passamos juntos. Então ele se afastou e olhou nos meus olhos enquanto perguntava:
"Preciso mesmo ir embora?"
E quando eu ia questionar o porque daquela cara ele me beijou. Nos beijamos como não fazíamos há tempos, como se ainda fôssemos aquele casal de quatro anos atrás que acabara de iniciar o namoro e com o beijo vieram todas as lembranças boas que passamos juntos. Então ele se afastou e olhou nos meus olhos enquanto perguntava:
"Preciso mesmo ir embora?"
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