Voltava para casa sozinha e admirava o céu noturno. Era lua cheia e nuvem alguma atrapalhava as estrelas. Comecei a pensar em como nós não damos atenção às coisas simples como essas. Estamos sempre tão "ocupados" com tudo e nos importando com coisas fúteis que não paramos para observar a beleza que se apresenta com humildade nos objetos que nos rodeiam.
Pensando nisso, tomei uma decisão: no dia seguinte eu largaria meu emprego. E não só isso, viajaria também o mundo com poucas coisas na mala. Um verdadeiro mochilão como sempre quis fazer. Provavelmente iria a lugares como Tailândia, Itália, Grécia... Experimentaria de tudo e viveria amores intensos mas momentâneos, sem muito planejamento. Eu tinha um dinheirinho guardado que era suficiente para as despesas que teria.
Devaneava pela rua, alienada a tudo, só eu, a lua e meus desejos. No entanto, fui obrigada a voltar à realidade quando dois homens em uma moto me pararam e anunciaram um assalto já na porta de casa. Obrigaram-me a entrar e abrir para eles. Pegaram tudo que conseguiram enquanto eu estava amarrada e assustada em um canto. Não satisfeitos com meus bens, violaram-me em minha própria cama. Não conseguia me mover tamanho choque e terror, apenas chorava silenciosamente. Os dois discutiam acerca de algo que eu já nem escutava quando um deles apoiou a arma em meu peito. Ouvi um tiro. O tiro que matou a mim e meus sonhos.
sexta-feira, 8 de abril de 2016
quarta-feira, 6 de abril de 2016
5 6 7 8...
Estava de tarde olhando para o teto sem o que fazer quando me veio uma súbita vontade de dançar. Convivo com essa vontade noite e dia, entretanto naquele momento ela era mais forte, eu precisava dançar. Parecia um desejo exterior a mim de tão intenso, mas na verdade, é errado falar isso. Era um desejo interior, cravado bem fundo em quem eu sou. Sem a dança, não sou eu.
Passei a desconhecer aquela menina que tinha vergonha de estar no palco a partir do momento que descobri que era ali onde eu era mais feliz e mais realizada. Quando executo cada movimento com atenção e atitude é que vejo quem sou, o quanto eu me amo e o quanto eu sou capaz. É seguindo o ritmo da música que esqueço cada problema que já passei. Ou até mesmo sem música. Basta eu e a dança.
Então, naquela tarde, dancei. Dancei como se não tivesse outro dia. Dancei como se não sentisse dor. Dancei como se dependesse daquilo para sobreviver. E as vezes, acho que realmente dependo.
Passei a desconhecer aquela menina que tinha vergonha de estar no palco a partir do momento que descobri que era ali onde eu era mais feliz e mais realizada. Quando executo cada movimento com atenção e atitude é que vejo quem sou, o quanto eu me amo e o quanto eu sou capaz. É seguindo o ritmo da música que esqueço cada problema que já passei. Ou até mesmo sem música. Basta eu e a dança.
Então, naquela tarde, dancei. Dancei como se não tivesse outro dia. Dancei como se não sentisse dor. Dancei como se dependesse daquilo para sobreviver. E as vezes, acho que realmente dependo.
sexta-feira, 1 de abril de 2016
Declaração
Vou me declarar, falar tudo que sempre quis falar nesses três anos que sou apaixonada por você. Dizer o que sinto quando me olha por segundos que mais parecem horas, porque meu mundo realmente para quando meus olhos encontram os seus. Contar o que acontece dentro de mim quando você me abraça. Não sei como não sente meu coração batendo a mil por hora. Falar o que mais gosto em você: tudo.
Até pelos seus defeitos eu sou louca. Acho que já se tornou algo tão irreal que precisarei de tratamento psicológico logo logo. Talvez precisem me prender com camisa de força tamanha minha vontade de estar sempre junto de você.
Também não pense que sou obcecada a ponto de ser uma stalker. Não, não é isso. É só amor mesmo. O simples e puro sentimento inexplicável chamado amor. Mas com o acúmulo ao longo dos anos, tornou-se algo insuportável de manter em silêncio.
Então vou me declarar. Olhar bem nos seus profundos olhos azuis e dizer tudo que sinto. E quando você me olhar assustado e sem saber o que responder com medo de me machucar, engolirei o choro, sorrirei e direi: feliz primeiro de abril.
Até pelos seus defeitos eu sou louca. Acho que já se tornou algo tão irreal que precisarei de tratamento psicológico logo logo. Talvez precisem me prender com camisa de força tamanha minha vontade de estar sempre junto de você.
Também não pense que sou obcecada a ponto de ser uma stalker. Não, não é isso. É só amor mesmo. O simples e puro sentimento inexplicável chamado amor. Mas com o acúmulo ao longo dos anos, tornou-se algo insuportável de manter em silêncio.
Então vou me declarar. Olhar bem nos seus profundos olhos azuis e dizer tudo que sinto. E quando você me olhar assustado e sem saber o que responder com medo de me machucar, engolirei o choro, sorrirei e direi: feliz primeiro de abril.
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